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Trino, moeda da Ação no Bem, gera oportunidades a partir da Quermesse do Divino para os que trabalham pelos projetos Crescer com Arte e Cambuquira
“Se você quiser o bem, faça-o para o semelhante” Norberto Keppe
A alegria da primeira Quermesse do Divino realizada no sábado, dia 17 de julho de 2010, em frente ao Grande Hotel Trilogia (GHT), em Cambuquira, Minas Gerais, teve outro destaque além da tradicional comemoração julina. A estrela da festa foi o Trino, moeda do trabalho voluntário, aceito para pagamento em todas as barracas, em substituição do dinheiro, já assumindo na comunidade um papel para um sistema complementar à economia doméstica.
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| Quermesse do Divino nova atração em Cambuquira |
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Essa oportunidade surgiu aos cambuquirenses desde maio, quando a Associação STOP à Destruição do Mundo instituiu o Trino no seu Projeto Crescer com Arte como moeda de troca por serviços comunitários voluntários. Os cambuquirenses envolvidos no Projeto, homens e mulheres, as alunas do curso de Modelagem e Corte e Costura e jovens e crianças dos cursos de piano e balé, contribuíram na confecção de milhares de flores artesanais e pombas com material doado por amigos da STOP, que foram usadas para a decoração da Festa do Divino, e receberam o Trino como pagamento.
A modelista portuguesa e professora do curso de Costura, Lurdes Alcaide, uma das principais representantes da STOP em Cambuquira motivando a comunidade local a se engajar nos preparativos da Festa do Divino, informa que o grande volume de material de decoração conseguido foi possível por causa da boa vontade e entusiasmo da equipe de voluntários na cidade. “A cada dia foram ficando mais animados. Agradeço muito a todos que participaram. Graças a Deus, muitos têm conseguido intuir um pouco deste maravilhoso trabalho do qual temos o grande privilégio de participar. E não paramos por aqui. Fortalecemos-nos com isso e vamos continuar”, enfatiza Lurdes.

Mutirão pioneiro do TRINO, fazendo flores para o Divino! |
Ela diz ainda que a participação das crianças a tocou muito, como também a força das mulheres. “Numa reunião com seis líderes dos grupos de trabalhos, todas assinaram o Contrato de Adesão de Voluntárias com muita alegria e algumas até comentaram que nem precisariam do duplicado, pois tinham total convicção do que estavam fazendo. Lurdes lembra que elas foram as pioneiras do Trino. “Tenho certeza que desta vez o Trino irá entrar e que Deus inspire muito doadores”.
Mara Lúcia da Silva Oliveira, 55 anos, cozinheira, conta relembrando as amigas “nós trabalhamos para a festa por três meses fazendo flores. A gente recebeu em Trino e agora podemos gastar aqui. Outra coisa bonita desse trabalho foi como ajudou gente do nosso grupo. Tinha uma amiga muito triste que nem conversava, não ria. Depois que passou a trabalhar lá mudou e virou outra pessoa, abriu o sorriso. Eu também gosto muito. Saia correndo do meu serviço às 2 horas e ficava lá até de tardezinha, aprendendo e me divertindo”.
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| Trino, moeda social, aceito em todas compras nas barracas |
Crianças recebem seus Trinos |
Doações e trabalho voluntário viabilizam o Trino
As barracas da quermesse foram montadas por voluntários, que também trabalharam gratuitamente durante a festa. Seguindo a tradição, comidas típicas julinas e portuguesas, bebidas, prendas da pescaria e argola, além do Brechó com roupas, calçados e acessórios e Mercadinho do Bem, com mantimentos da cesta básica -, tudo obtido, em grande parte, com produtos doados por pessoas que acreditam na proposta do Crescer com Arte, de ajudar na cidade crianças e jovens em exclusão social e mulheres que necessitam de capacitação profissional.
Essa corrente do bem viabilizou que tudo vendido na quermesse tivesse apenas um valor simbólico, dando mais condições para os que tinham o Trino pudessem se divertir e ainda adquirir roupas, produtos e objetos de qualidade, suprindo suas necessidades.
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| Mercadinho do Bem |
Brechó do Bem faz sucesso |
A turismóloga Elisabete Freitas, voluntária que trabalhou na barraca do Brechó, acha que a partir desta ação se descortinou um mundo novo para eles. “O Brechó foi minha alegria. Ver aquelas mulheres e crianças com as cédulas de Trino nas mãos. Elas estavam tão deslumbradas com a qualidade e o valor do que poderiam adquirir com tão pouco dinheiro. Falavam: olha que coisa linda, novinha por 2 Trinos”, lembra Elisabete.
Previsões começam a transforma-se em realidade
O início da circulação das cédulas do Trino entre os cambuquirenses traz para a realidade às iniciativas idealizadas por Norberto Keppe para melhorar a economia da localidade e divulgadas por ele na Festa do Divino de 2009. Naquele dia Keppe anunciou boas novas para Cambuquira que poderiam gerar mudanças e desenvolvimento para a cidade.
Sua mensagem convidou a comunidade a trabalhar pela prosperidade do município até 2019 que, segundo sua proposta de gestão inovadora, discutida com o prefeito Evanderson Xavier e equipe, poderá ser conquistada através da própria economia interna, tornando-a autossuficiente. Isso traria melhores condições econômicas, principalmente para o povo carente. “Propomos um plano de ação que, se essa orientação for seguida, todos terão casas, vestuário e alimento com o tempo. A função da ciencia trilógica é a de libertar as pessoas dos grilhões da patologia social e psicológica. Isso vai de acordo com a função do Espirito de Cristo ”, disse Keppe naquela celebração.
“Eu acredito muito no que foi planejado pelo Dr. Keppe para Cambuquira e nós somos uma parte dos operários desta transformação. Cada um de nós tem um dom e temos que usá-lo em benefício de todos. É, sem dúvida alguma, muito importante para as nossas vidas podermos participar deste trabalho”, conclui a gerente administrativa Celi Fragomeni, uma das organizadoras voluntária da festa.
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